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Previsão do Tempo 20/10/2026 | 01:06
Publicado em 13/12/2018 ás20:00
O taxista Nestor da Silva, popular Gaiteiro, foi condenado nesta quinta-feira (13) a 11 anos, um mês e 10 dias de prisão, em regime inicial fechado, pela morte de Lucineia Aparecida Oliveira. O corpo da vítima, que estava desaparecida, foi encontrado no dia 8 de maio em uma ribanceira na Rua Itororó, próximo a subestação da Celesc, no bairro Nossa Senhora Aparecida, em Herval d´Oeste.
A sessão do Tribunal do Júri, presidida pelo juiz Ildo Fabris Junior, aconteceu no auditório jurídico da Unoesc em Joaçaba. Atuaram na defesa os advogados Éber Marcelo Bündchen e Alexandre Prazeres. A acusação foi feita pela representante do Ministério Público, Luisa Zuardi Niencheski.
O Conselho de Sentença, por maioria dos votos, reconheceu a autoria do crime com a qualificadora de meio cruel (morte por asfixia) e negou absolvição do réu. No entanto, os jurados excluíram a qualificadora de feminicídio e acolheram a tese da defesa de homicídio privilegiado, por ter Nestor agido diante de provocação da vítima, o que reduziu a pena em um terço, inicialmente estabelecida em 18 anos de reclusão. Nestor da Silva foi condenado por homicídio qualificado privilegiado e por ocultação de cadáver. O magistrado negou ao réu o direito de recorrer em liberdade.
“O feminicídio não foi reconhecido pelos jurados justamente porque não havia mais relação de afeto ou de convivência domiciliar com a vítima”, explicou o advogado Éber Bundchen. “Ficou demonstrado que ela provocou Nestor, ao ameaçar a filha, que ele teve em outro relacionamento. Assim, ele agiu com violenta emoção após a injusta provocação”, acrescentou o defensor.
A promotora de justiça Luisa Zuardi Niencheski, ficou satisfeita com a condenação, mas adiantou que irá recorrer do resultado para que seja aceita a qualificadora de feminicídio. “Entendemos que está plenamente verificada nos autos, e o feminicío é um crime que a sociedade tem que reprimir”, declarou.
O crime
Após o desaparecimento de Lucineia Aparecida Oliveira, a Polícia Civil iniciou as investigações que apontaram que ela havia sido morta em uma residência no bairro Vila Rica. O taxista foi localizado pelos policiais em um assentamento no interior de Abelardo Luz. Ele confessou o crime e mostrou onde havia escondido o corpo. Nestor alegou que estava sendo perturbado pela ex-companheira, e que em um momento de fúria acabou esganando a mulher.
Conforme levantamento policial, Lucineia foi atingida com um soco e, em seguida esganada. O corpo foi deixado debaixo de uma cama até o autor encontrar um local para escondê-lo.
De acordo com a Polícia Militar, o crime ocorreu por volta das 21h30, quando o grupo utilizou combustível para atear fogo na vítima, que foi socorrida
O corpo foi encontrado na madrugada de sábado (17) em uma propriedade rural nas proximidades da localidade da Usina Velha, no interior de Campos Novos
De acordo com o Corpo de Bombeiros, após buscas pela vítima nas proximidades do automóvel, o corpo do homem foi encontrado boiando em um açude
A ação rápida de vizinhos, que utilizaram extintores ainda na fase inicial do fogo, evitou que as chamas se alastrassem para os demais cômodos do imóv
As ações envolveram a violação de uma medida protetiva de urgência no Bairro Frei Bruno e um episódio de desacato e resistência dentro da UPA 24h
Têm direito ao benefício os trabalhadores cadastrados no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, que exerceram atividade remunerada por no mínimo 30 dias