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Previsão do Tempo 21/10/2026 | 00:47
Publicado em 11/04/2024 ás19:00
O coordenador estadual do SINTE-SC (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina), Evandro Accadrolli, esteve ne regional de Joaçaba nesta quinta-feira (11), onde manteve contato com os professores visando mobilizar a categoria para a greve, que terá início no próximo dia 23 de abril.
A greve, por tempo indeterminado, foi definida durante assembleia estadual realizada no último dia 4 de abril, com a presença de cerca de 5 mil profissionais da educação, em Florianópolis.
Os professores da rede estadual reivindicam a valorização da carreira, com a aplicação do reajuste do piso salarial em todos os níveis e a descompactação da tabela salarial; a revogação integral do confisco de 14% das aposentadorias; e a garantia de hora atividade para todos os professores dos anos iniciais e segundos professores, com a luta pela sua extensão a todos os profissionais da educação.
O coordenador do SINTE alega que o governo de Jorginho Mello prometeu atender os pleitos antigos da categoria, no entanto, nenhuma proposta foi apresentada até o momento. “2023 passou sem nenhuma proposta. Abrimos negociação neste ano, quando o Secretário de Estado da Administração, Vânio Boing, garantiu uma proposta até março, mas isso não aconteceu”, lamentou.
O sindicalista justifica que a greve é uma forma de pressionar o governo a respeitar os trabalhadores. “Queremos que a sociedade entenda esse processo, que é a última medida que podemos tomar para arrancar uma proposta concreta na mesa. A greve não interessa aos trabalhadores da educação, que terão dias descontados, aulas para repor, vão sofrer perseguições e punições”.
Evandro comenta que o Governo tem que se voltar para educação básica. “Infelizmente o governador só fala do Programa Universidade Gratuita, que atende somente 12 mil catarinenses. Queremos que ele fale das 500 mil crianças e jovens que estão matriculados na rede básica, dos trabalhadores que estão sendo precarizados com salários baixos, sendo demitidos no final de cada ano. Que conceda hora/atividade para os professores dos anos iniciais, conforme foi determinado pela justiça desde 2011, e que promova concurso público, pois a rede estadual conta atualmente com 34 mil professores temporários, o maior número da história em Santa Catarina”, apontou.

Além do encontro com professores na sede do SINTE em Joaçaba, a executiva estadual estará visitando as escolas para convidar os trabalhadores da educação a participarem da mobilização.
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