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Previsão do Tempo 25/10/2026 | 08:21
Publicado em 20/01/2026 ás15:01
Os últimos cerca de 30 mil telefones de uso público — popularmente conhecidos como orelhões — já têm data para sair definitivamente de cena: o final de 2028. A retirada marcará o encerramento de um dos símbolos mais tradicionais da comunicação no Brasil.
Lançados em 1972, os orelhões tiveram projeto nacional desenvolvido pela arquiteta Chu Ming Silveira, chinesa radicada no país. Ao longo das décadas, a rede chegou a contar com mais de 1,5 milhão de terminais espalhados pelo território nacional, mantidos pelas concessionárias de telefonia fixa como contrapartida obrigatória do serviço.
Os contratos de concessão que previam a manutenção dos orelhões foram firmados em 1998 e encerrados em dezembro de 2025. A partir daí, a adaptação desses contratos para o modelo de autorizações de serviço passou a prever a extinção gradual dos telefones públicos, dentro do novo plano de universalização do acesso à telefonia no país.
Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o fim das concessões abriu espaço para uma discussão mais ampla sobre o modelo do serviço, com o objetivo de estimular investimentos em redes de suporte à banda larga. Nesse contexto, as concessionárias firmaram acordos com o poder público para migrar do regime de concessão do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) para o regime de autorização, regido por normas do setor privado.
O processo ganhou complexidade adicional com a crise financeira da Oi, iniciada em 2016, e que resultou em um processo de falência. A empresa é a concessionária com o maior número de orelhões em operação no país.

Na prática, cerca de 9 mil telefones de uso público coletivo permanecerão ativos apenas em localidades onde não há cobertura mínima de telefonia móvel 4G. Atualmente, a maior concentração desses equipamentos está no estado de São Paulo, e a localização pode ser consultada no site da Anatel.
De acordo com a agência reguladora, as empresas assumiram o compromisso de manter a oferta do serviço de voz, incluindo os orelhões ou tecnologias equivalentes, em localidades onde forem as únicas prestadoras, até 31 de dezembro de 2028. Além disso, também se comprometeram a realizar investimentos em infraestrutura, como implantação de fibra óptica, antenas de telefonia celular, expansão da rede móvel, cabos submarinos e fluviais, conectividade em escolas públicas e construção de data centers.
Atualmente, a Oi mantém 6.707 orelhões em funcionamento. Vivo, Algar e Claro/Telefônica devem desligar suas redes ainda este ano, restando cerca de 2 mil equipamentos sob responsabilidade dessas operadoras. Outros cerca de 500 telefones pertencem à Sercomtel, nos municípios de Londrina e Tamarana, no Paraná, e só poderão ser retirados após a adaptação contratual necessária.
Há ainda orelhões cuja manutenção não é obrigatória pelas operadoras. Nesses casos, o desligamento pode ser solicitado diretamente às empresas ou, em caso de negativa, à Anatel, por meio da central de atendimento (1331) ou do portal da agência na internet.
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