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Previsão do Tempo 18/10/2026 | 13:21
Publicado em 27/02/2026 ás11:00
O médico investigado por crimes contra a dignidade sexual em Catanduvas teve a prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), após o acolhimento de recurso apresentado pelo Ministério Público. A decisão reformou o entendimento anterior do juízo de garantias, que havia indeferido o pedido de prisão.
A defesa do profissional, representada pelo escritório Alencar e Martinazzo, informou que ele recebeu a decisão “com serenidade” e reafirmou confiança na Justiça.
Em nota, os advogados ressaltaram que o próprio Ministério Público, em parecer recente da 41ª Procuradoria de Justiça Criminal, reconheceu que “não há notícia de reiteração delitiva ou de qualquer tentativa de obstar a persecução penal” por parte do investigado. Para a defesa, a decretação da prisão neste momento causa estranheza, já que, segundo sustenta, não haveria risco ao andamento do processo.
Os defensores reiteraram a convicção na inocência do médico e afirmaram que irão atuar para reverter a decisão, argumentando que o profissional sempre exerceu a atividade “em estrito respeito aos protocolos médicos” e à dignidade dos pacientes.
A investigação tornou-se pública em 23 de setembro, quando a Polícia Civil cumpriu mandados e apreendeu equipamentos de informática do investigado. Na ocasião, também foi determinada a suspensão cautelar de sua inscrição junto ao Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC), impedindo-o de exercer a medicina.
O inquérito reúne depoimentos de mulheres que relatam ter sofrido abusos durante consultas médicas. Segundo as investigações, haveria indícios de prática reiterada de atos libidinosos em atendimentos clínicos, nos quais o investigado teria se valido da posição de confiança inerente à profissão.
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