Menu
Jornalismo (49) 99111-4055
Anuncie no Portal (49) 99117-4389
Previsão do Tempo 31/10/2026 | 01:28
Publicado em 13/06/2026 ás12:06
O III Seminário do Programa Indira, realizado nesta sexta-feira (12), na sede do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), em Florianópolis, trouxe reflexões profundas sobre a violência contra a mulher. O evento, que faz alusão aos 20 anos da Lei Maria da Penha, contou com especialistas renomados para debater desde o impacto traumático do feminicídio até os desafios da era digital.
"Filha da coragem"

O momento de maior emoção foi a palestra da psicóloga e coreógrafa Lili de Grammont. Filha da cantora Eliane de Grammont — assassinada em 1981 pelo então marido, o cantor Lindomar Castilho — Lili compartilhou sua trajetória de superação. “Eu costumava dizer que sou filha do feminicídio, mas hoje digo que sou filha da coragem, do foco e da esperança”, declarou.

A palestrante defendeu que o combate ao feminicídio exige olhar para as "placas tectônicas" que antecedem a tragédia: o machismo, a misoginia e a naturalização de comportamentos violentos. Ela também chamou atenção para a realidade dos órfãos do feminicídio — cerca de dois mil por ano no Brasil — e defendeu a necessidade de incluir homens no debate sobre relações saudáveis. “Todo o meu luto virou dança”, concluiu Lili, após ser aplaudida de pé.
Violência Digital e o "Efeito Ventania"

A juíza Eunice Maria Batista Prado, do Tribunal de Justiça de Pernambuco, abordou a complexidade da violência virtual. Para ela, o dano digital é como "um travesseiro de plumas aberto em uma ventania": uma vez que o conteúdo é espalhado, é quase impossível contê-lo totalmente.
A magistrada utilizou o caso da jornalista Rose Leonel para ilustrar como a exposição íntima não consentida causa danos permanentes. "Leis não faltam. O problema é que as leis não bastam", afirmou, defendendo a formação especializada de profissionais do Direito e a rapidez na preservação de provas digitais como medidas fundamentais de proteção.
A barreira da vergonha

Encerrando o ciclo da manhã, a professora Amanda Ferreira da Silva, da Unicesusc, discutiu por que a vergonha ainda é um dos maiores obstáculos para a denúncia. Segundo a pesquisadora, expectativas sociais que culpam a mulher pelo sucesso das relações familiares reforçam esse sentimento desde a infância. “A vergonha atua como uma barreira que impede que a vítima rompa o silêncio. Por isso, fortalecer espaços de acolhimento e escuta qualificada é urgente”, pontuou.
Continuidade do evento
A programação do seminário seguiu durante a tarde com painéis sobre a população LGBTQIA+ e a Lei Maria da Penha. O encerramento do evento contará com a palestra da professora Dabney P. Evans, da Emory University (EUA), que apresentará estudos sobre a avaliação de risco de feminicídio com foco no autor da violência, tema central para o aprimoramento das políticas de segurança no país.
O acidente ocorreu por volta das 16h, nas proximidades da subestação da Celesc, e envolveu também outros dois veículos, um GM/Ônix e um GM/Celta
Testemunhas relataram à Polícia Militar que o homem, de 60 anos, invadiu a residência da vítima para exigir a retirada de uma medida protetiva de urgê
Andressa foi encontrada inconsciente e socorrida ao Hospital São Paulo, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu durante o atendimento méd
Celestino Guzatti, de 60 anos, apontado como autor do assassinato de Franciele Aparecida de Lima, de 34 anos, foi encontrado com ferimentos por dispar
Evandro foi atingido por um poste durante os trabalhos de instalação de uma rede elétrica. Na ocasião, ele foi socorrido pelas guarnições do Corpo de
Atendendo notificação extrajudicial encaminhada pela defesa da ex-prefeita de Monte Carlo, Sonia Salete Vedovatto, o Portal de Notícias Caco da Rosa d