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Previsão do Tempo 16/10/2026 | 06:24
Publicado em 03/08/2026 ás18:49
O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) demonstrou o funcionamento e os mecanismos de segurança do sistema eletrônico de votação nesta segunda-feira (3), abrindo uma urna eletrônica em tempo real pela primeira vez no estado. A ação integrou a programação da primeira edição da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, promovida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em todo o país.
Realizado na sede do TRE-SC, o evento apresentou as formas de transparência e auditabilidade adotadas pela Justiça Eleitoral para as Eleições 2026. Para o presidente do órgão, desembargador Carlos Roberto da Silva, a iniciativa aproxima a população do processo e combate a desinformação. "Precisamos fortalecer ainda mais a confiança no processo eleitoral e reafirmar a compreensão de que a democracia se protege com informação qualificada", destacou. O diretor-geral do TRE-SC, Gonsalo Ribeiro, também ressaltou a evolução tecnológica em relação ao antigo sistema de cédulas de papel.


Para um público formado por jornalistas e técnicos de TI, o secretário de Tecnologia da Informação do TRE-SC, Samuel Fernandes Ribeiro, explicou que a segurança da urna é dividida em quatro esferas: hardware, software, caminho do voto e totalização.

Durante a demonstração, o assessor Técnico Eleitoral e Voto Informatizado, João Sebastião de Andrade, realizou o desmonte do equipamento, retirando parafusos, tela e placas-mãe enquanto servidores detalhavam as camadas de proteção.

Entre os pontos destacados, os técnicos reforçaram que a urna eletrônica não possui conexão com a internet e utiliza tecnologia de criptografia da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). O sistema garante tanto a confidencialidade — por meio do Registro Digital do Voto (RDV), que não se conecta à identificação do eleitor — quanto a integridade, já que cada equipamento possui um código único validado pelo TSE.

A apresentação também relembrou o episódio de 2018 em que um eleitor danificou uma urna a marretadas. Os técnicos explicaram que, embora a estrutura física tenha sido destruída, as placas-mãe e a mídia foram preservadas, garantindo os votos já computados antes da substituição do equipamento.
Como novidade para as próximas eleições, o coordenador de Eleições do TRE-SC, Paulo Dionísio Fernandes, lembrou que além das vias obrigatórias e extras do Boletim de Urna (BU), os dois últimos eleitores de cada seção serão convidados a acompanhar o encerramento da votação e poderão levar uma via do BU para casa.
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