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Previsão do Tempo 15/10/2026 | 11:41
Publicado em 04/08/2026 ás09:39
O que começou como uma preocupação de mãe para oferecer um doce mais saudável à filha transformou-se em uma agroindústria familiar no interior de Ibiam, no Meio-Oeste catarinense. No Sítio Pereti, o tradicional doce de leite caseiro agora ganha mercado de forma legal, impulsionado pela conquista do Selo de Inspeção Municipal (SIM) e pelo suporte do Programa de Fortalecimento dos Pequenos Produtores e Agroindústrias (PROFAR), desenvolvido pelo Sebrae/SC.
A história da produtora Simone da Costa Parise Pereti, de 40 anos, iniciou com a leitura atenta de um rótulo comercial. Ao perceber a quantidade de aditivos industriais em um produto consumido pela filha Larissa, Simone decidiu testar alternativas na cozinha de casa. "A gente vê que o de mercado tem bastante mistura que às vezes a gente nem conhece. E por a gente ter o leite da propriedade, e saber que é um leite de qualidade, eu pensei: por que não tentar fazer?", relata.

Rodrigo e Simon com a filha Larissa
A receita ideal dispensou corantes, conservantes, glúten e espessantes, levando apenas o leite in natura produzido na propriedade. O que era consumido apenas pela família passou a ser comercializado para vizinhos e amigos no final de 2022. Hoje, a produção de doce de leite integra a rotina do sítio, que também se destaca na produção de grãos, silagem e na suinocultura em terminação, com uma média de 1.500 litros de leite ordenhados diariamente.

Em maio de 2025, o Sítio Pereti alcançou um marco fundamental com a obtenção do SIM. Conforme explica o médico-veterinário Célio Lucas Ramos, responsável pelo Serviço de Inspeção Municipal em Ibiam, a formalização rompe barreiras históricas que antes inviabilizavam pequenos produtores devido ao alto custo de estruturas exigidas por órgãos federais ou estaduais.
Com o futuro consórcio intermunicipal em fase de estruturação, a produção de Simone se prepara para ultrapassar os limites do município. Além disso, o empreendimento já mira o Selo Arte, certificação que poderá permitir a comercialização do doce de leite em todo o território nacional.
Para Simone, o suporte técnico especializado foi decisivo para vencer a burocracia. "Enquanto a gente não está assessorado, tudo parece muito distante, muito difícil. E quando a gente tem o acompanhamento de profissionais que entendem, a gente vê que não é bicho de sete cabeças", afirma.
Para a gestora regional do Sebrae Meio-Oeste, Lizandra Regina Medeiros, a trajetória da agroindústria ilustra o impacto positivo da assistência técnica e do planejamento. "Histórias como a do Sítio Pereti mostram que, com orientação, é possível transformar um produto artesanal em um negócio formalizado e com potencial de crescimento", destaca.
Mantendo a essência caseira e a assinatura de que o produto é "feito com amor", o doce de leite do Sítio Pereti consolida-se como exemplo de sucesso da agricultura familiar catarinense.
Esta reportagem integra uma série especial sobre produtores do Meio-Oeste catarinense que conquistaram o Serviço de Inspeção Municipal (SIM) com o apoio do Sebrae/SC. Interessados em participar do PROFAR podem buscar informações nas prefeituras dos municípios integrantes.
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A história da produtora Simone da Costa Parise Pereti, de 40 anos, iniciou com a leitura atenta de um rótulo comercial. Ao perceber a quantidade de aditivos industriais em um produto consumido pela filha Larissa, Simone decidiu testar alternativas na cozinha de casa. "A gente vê que o de mercado tem bastante mistura que às vezes a gente nem conhece. E por a gente ter o leite da propriedade, e saber que é um leite de qualidade, eu pensei: por que não tentar fazer?", relata.

Rodrigo e Simon com a filha Larissa
A receita ideal dispensou corantes, conservantes, glúten e espessantes, levando apenas o leite in natura produzido na propriedade. O que era consumido apenas pela família passou a ser comercializado para vizinhos e amigos no final de 2022. Hoje, a produção de doce de leite integra a rotina do sítio, que também se destaca na produção de grãos, silagem e na suinocultura em terminação, com uma média de 1.500 litros de leite ordenhados diariamente.

Em maio de 2025, o Sítio Pereti alcançou um marco fundamental com a obtenção do SIM. Conforme explica o médico-veterinário Célio Lucas Ramos, responsável pelo Serviço de Inspeção Municipal em Ibiam, a formalização rompe barreiras históricas que antes inviabilizavam pequenos produtores devido ao alto custo de estruturas exigidas por órgãos federais ou estaduais.
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Para Simone, o suporte técnico especializado foi decisivo para vencer a burocracia. "Enquanto a gente não está assessorado, tudo parece muito distante, muito difícil. E quando a gente tem o acompanhamento de profissionais que entendem, a gente vê que não é bicho de sete cabeças", afirma.
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