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Previsão do Tempo 15/10/2026 | 13:12
Publicado em 28/08/2026 ás11:16
Os jovens brasileiros de 16 a 24 anos apresentaram incidência de tabagismo maior do que qualquer outra faixa etária em uma pesquisa recente realizada pelo Instituto A.C. Camargo Câncer Center em parceria com a empresa Nexus.
Nessa faixa etária, 19% dos entrevistados se declaram fumantes ativos de cigarros comuns ou eletrônicos, índice que supera a média nacional de 17%. O estudo nacional ouviu mais de 2 mil pessoas em todo o país. O grupo de 25 a 40 anos apresenta a menor taxa da pesquisa, com 15%, seguido por pessoas com mais de 60 anos (16%) e pela faixa de 41 a 59 anos (17%).
Para o médico Helano Freitas, líder do Centro de Referência de Tumores de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo, a alta incidência entre os jovens exige atenção prioritária. O especialista ressalta que o primeiro contato com o cigarro ocorre, em média, aos 16 anos, o que eleva o risco de dependência precoce e crônica.
Além dos fumantes ativos, os dados revelam que cerca de um terço da população brasileira (33%) convive frequentemente com fumantes em ambientes domésticos ou de trabalho, ficando exposta à inalação passiva da fumaça — fator que aumenta o risco de câncer pulmonar inclusive em quem nunca fumou.
O consumo de cigarros varia de forma expressiva conforme a região geográfica e o perfil socioeconômico dos entrevistados:
Por região: O Sul lidera o consumo com 22%, seguido por Sudeste (19%), Nordeste (13%) e Norte/Centro-Oeste (13%).
Por renda: Pessoas com rendimento de até um salário mínimo concentram a maior taxa de tabagismo (19%).
Por escolaridade: O índice é maior entre indivíduos com ensino fundamental concluído (21%).
Ex-fumantes: A parcela com mais de 60 anos lidera o grupo de quem conseguiu parar de fumar (32%), seguida pelas faixas de 41 a 59 anos (15%), 25 a 40 anos (10%) e 16 a 24 anos (8%).
O levantamento também encontrou forte correlação entre o tabagismo e outros comportamentos prejudiciais: 84% dos fumantes relataram manter até quatro hábitos nocivos no cotidiano, como sedentarismo e consumo excessivo de frituras e ultraprocessados. Em contrapartida, 18% dos não fumantes afirmam não ter nenhum hábito ruim — o dobro do observado entre os fumantes (9%).
Curiosamente, 63% dos fumantes classificam a própria saúde como "ótima" ou "boa", taxa ligeiramente superior à registrada entre quem nunca fumou (61%), evidenciando que grande parte dos fumantes superestima sua condição física.
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Para o médico Helano Freitas, líder do Centro de Referência de Tumores de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo, a alta incidência entre os jovens exige atenção prioritária. O especialista ressalta que o primeiro contato com o cigarro ocorre, em média, aos 16 anos, o que eleva o risco de dependência precoce e crônica.
Além dos fumantes ativos, os dados revelam que cerca de um terço da população brasileira (33%) convive frequentemente com fumantes em ambientes domésticos ou de trabalho, ficando exposta à inalação passiva da fumaça — fator que aumenta o risco de câncer pulmonar inclusive em quem nunca fumou.
O consumo de cigarros varia de forma expressiva conforme a região geográfica e o perfil socioeconômico dos entrevistados:
Por região: O Sul lidera o consumo com 22%, seguido por Sudeste (19%), Nordeste (13%) e Norte/Centro-Oeste (13%).
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