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Previsão do Tempo 31/10/2026 | 01:05
Publicado em 21/10/2015 ás20:39
O Governo do Estado de Santa Catarina e a Secretaria de Assuntos Internacionais repudiam com veemência a agressão que vitimou o imigrante haitiano Fetiere Sterlin e expressam sua solidariedade aos familiares da vítima e a todos os imigrantes haitianos que escolheram nosso estado como sua residência. A Polícia Civil de SC trabalha na investigação do caso e está ouvindo os envolvidos.
A diversidade cultural e étnica é um dos diferenciais que engrandece Santa Catarina. A formação da nossa comunidade é resultado da vinda de imigrantes de todas as partes do mundo. Assim como no passado, estamos abertos a receber imigrantes que vejam em Santa Catarina uma terra de oportunidades e que venham a contribuir na construção de um futuro melhor para todos os catarinenses.
É papel do Estado estimular a integração entre os povos e combater toda espécie de preconceito, em especial a xenofobia. Para o Governo de Santa Catarina, o bem-estar das pessoas está em primeiro lugar, independente da sua origem.
Entre as prioridades das Relações Internacionais do Governo do Estado está o fortalecimento dos laços de amizade com o povo haitiano. Destaca-se a existência de uma agenda de cooperação, que visa promover investimentos catarinenses no Haiti como forma de incentivar o desenvolvimento socioeconômico de ambas as comunidades.
É dever de todos os catarinenses receber bem os imigrantes haitianos e apoiá-los no recomeço de suas vidas, longe da terra natal, da mesma forma como fizeram os nossos antepassados.
O crime
O haitiano foi assassinado na noite de sábado (17) em Navegantes, Litoral catarinense. De acordo com a Polícia Civil, Fetiere Sterlin, de 33 anos, estava sentado na frente de casa com a namorada no bairro Machados quando foi agredido por um grupo que passava pela rua. Ele sofreu vários golpes de faca e morreu a caminho do hospital.
A Polícia Civil deteve na tarde desta quarta-feira (21) cinco suspeitos de envolvimento na morte do haitiano. Quatro adolescentes com idades entre 14 e 17 anos e um adulto de 24 foram conduzidos para a Delegacia de Navegantes para prestar esclarecimentos. Segundo o delegado Rodrigo Coronha, um adolescente de 17 anos, confessou o assassinato. Em depoimento, o adolescente afirmou que o crime foi um "acerto de contas", pois o haitiano teria mexido mais cedo com a namorada dele.
"Ele diz que a motivação não foi por preconceito racial", disse o delegado. "Acabei de representar pela prisão preventiva do maior, que se encontra na delegacia, e pela apreensão do menor", declarou o delegado no fim da tarde.
No início da noite, a Polícia Civil informou, em nota, que também foi feita representação para apreeensão de outros três adolescentes, de 14, 15 e 16 anos. (G1/SC)
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