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Geral

Mensagem da Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora

Publicado em 28 de Abril de 2021 às13h45

Divulgação

Foto: Divulgação

O mês de abril – chamado de Abril Verde - é marcado, em vários países, como uma época de atenção para os trabalhadores que sofrem acidentes durante suas atividades laborais todos os dias. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) instituiu o dia 28 de abril como o Dia Mundial da Segurança e da Saúde no Trabalho, em memória às vítimas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. No Brasil, a Lei 11.121/2005 instituiu o mesmo dia como o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho.Em Joaçaba foi instituído pela Lei Municipal Nº 5076 de 6 de abril de 2017.

A Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora – CISTT, pertencente ao Conselho Municipal de Saúde foi criada em 2007 em Joaçaba, sendo a responsável por pensar sobre o trabalho e suas condições e na vida de todos os trabalhadores na sua região de abrangência.

Neste ano, o Tema do Abril Verde é “Covid-19 relacionada ao trabalho”. Portanto, não é demais repetir o apelo que fizemos no ano passado e que continua nos desafiando a lutar todos os dias:

Nos anos de 2020 e 2021, o Brasil e o mundo são assolados por uma pandemia infecciosa a conhecida COVID-19, com delineamentos trágicos devido à ausência de medidas protetivas rigorosas em tempo hábil.

A sua transmissão ocorre por contato de pessoa a pessoa por gotículas do nariz ou da boca, que são jogadas no ar quando uma pessoa infectada, tosse, cospe ou mesmo fala. A demora pelas vacinas e a ausência de medicação de combate faz com que uma das formas prudentes de não contágio seja o distanciamento social e a higiene adequada, especialmente das mãos. Pessoas necessitam se proteger e proteger as que lhes cercam.

Importante reforçar que a mortalidade pode não atingir a todos que contraiam o vírus, mas que o sistema de saúde (hospitais públicos e privados) está em colapso em diversas regiões do Brasil em virtude de excessivas internações ao mesmo tempo.  Muitas vidas já padeceram, em várias idades, como temos visto Brasil afora e em nossa própria região do Meio-Oeste catarinense.

De acordo com os dados divulgados continuamente pela Secretaria Estadual de Saúde de SC, podemos observar que cresce consideravelmente a contaminação de pessoas adultas jovens ou de meia idade. Mas porquê? Serão elas mais descuidadas? Sim, pode ser este um fato real, então a informação adequada deve ser reforçada por todos os meios de comunicação possíveis.

Mas outro fato a ser esclarecido é que a força de trabalho brasileira ainda não está envelhecida e necessita do ganha pão pelo seu emprego. E que também as condições de vida de grande parte de brasileiros e brasileiras são precárias, que não possuem acesso ao saneamento básico, água tratada e esgoto. Habitações pequenas com vários moradores. Este é o retrato da vida de milhões de trabalhadores também catarinenses.

Se muita gente diz que não podemos parar de trabalhar – para mantermos o distanciamento social – Nós da CISTT dizemos junto com quem mantém a lucidez: a economia é TAMBÉM VIDA, sem VIDA, sem pessoas VIVAS NÃO É POSSIVEL a sobrevivência da economia.

A pandemia nos coloca de frente também com as condições precárias de trabalho em que grande parte dos trabalhadores está submetida.

Neste momento reforçamos nossa defesa integral do SUS:

Pelos DIREITOS TRABALHISTAS E PREVIDENCIÁRIOS, que vem sendo retirados na calada da noite, se aproveitando da pandemia;

Garantia de Assistência direta aos que não possuem recursos para aquisição de álcool em gel, materiais de higiene e máscaras;

Assistência social para que as pessoas possam manter o isolamento, como aluguel social, redução de tarifas como água e energia elétrica, cestas básicas;

Reforço da vigilância sanitária, médica e de enfermagem nos municípios para que possam atuar de forma adequada no combate epidêmico do vírus;

Nosso respeito e aplauso pelos incansáveis trabalhadores da saúde: médicos, enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas, biólogos que pesquisam sobre o vírus e todos os que estão na ponta para salvar vidas. Mas só o aplauso não salva vidas. É necessário, proteger e equipar as equipes de saúde de atenção básica e hospitalares, pois elas estão na ponta.

Por fim, é necessário proteger toda a população e não podemos fechar os olhos para o pessoal que continua trabalhando em atividades ditas essenciais, como o comércio, farmácias, policiais, caminhoneiros, agricultores, pessoal da limpeza, moto boys, entregadores, etc.

Nossa manifestação pelo DIREITO HUMANO ao afastamento e distanciamento social, pela dignidade humana, pela VIDA e pelo enfrentamento da pandemia com responsabilidade de todos nós e sobretudo dos governos federal, estadual e municipais.

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