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Joaçaba

Professora confessa que matou o marido e revela detalhes

Publicado em 22 de Novembro de 2022 às18h30

Arquivo Pessoal/Divulgação

Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

Acompanhada dos advogados, a professora Claudia Tavares Hoeckler, 40 anos, foi interrogada na manhã desta terça-feira (22) pelo delegado Gilmar Antônio Bonamigo e confessou ter assassinado o marido Valdemir Hoeckler, de 52 anos, e ocultado o corpo no freezer em Linha São Brás, interior de Lacerdópolis. A mulher colaborou com as investigações, afirmou que agiu sozinha e revelou que o crime aconteceu no final da manhã de segunda-feira, dia 14. Ela está presa desde ontem, quando se entregou para à polícia.

Claudia contou que controlava os remédios do marido e ministrou três comprimidos que fez com que ele dormisse. Depois amarrou os pés e as mãos, colocou uma sacola plástica na cabeça e enrolou uma câmara de pneu no pescoço e o sufocou com as mãos. O homem conseguiu se desvencilhar de uma mão, mas ela continuou pressionando a boca e o nariz com a sacola e aos poucos o marido perdeu o sentido e morreu.

A professora alega que depois disso ficou um longo tempo pensando o que faria com o corpo, foi então que resolveu colocá-lo dentro do freezer. Afirma que usou cobertores por baixo do corpo para levantá-lo, mas como não conseguiu, tentou com um tonel também sem êxito, então encostou o freezer à cama e com uma cadeira foi ajeitando e aos poucos conseguindo tombá-lo para dentro do eletrodoméstico

Depois de esconder todos os vestígios do crime, partiu para o encontro com as professoras em Abdon Batista, o qual teria motivado o crime, uma vez que segundo ela, o homem proibiu que fosse, do contrário a mataria. Ela alegou que sofria muitas ameaças e também a sua filha, por isso tomou a decisão. 

“Num primeiro momento a confissão e a exposição dela atendeu a nossa expectativa do interrogatório e serão feitas novas diligências complementares, aguardamos os laudos para posterior conclusão da investigação”, destacou Bonamigo.

O delegado informou que os médicos legistas ainda não apresentaram o laudo, pois até o momento não foi possível identificar se a causa da morte foi por asfixia ou algum produto utilizado (veneno). A mulher está presa temporariamente no Presídio de Joaçaba.

Fonte: Rádio Capinzal

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