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Corte de tarifas pelos EUA anima, mas não traz impactos a SC, diz FIESC

Publicado em 21/11/2025 ás16:00

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Foto: Imagem gerada com IA

A decisão dos Estados Unidos de retirar a tarifa de 40% para 238 produtos brasileiros, anunciada na noite de quinta-feira (20), é um avanço, mas ainda não representa alívio aos exportadores catarinenses. A avaliação é da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).

“Vemos a medida com otimismo, pois sinaliza que os canais de negociação estão sendo efetivos. No entanto, a lista contempla basicamente itens primários, enquanto Santa Catarina exporta aos EUA, majoritariamente, produtos industrializados”, afirma o presidente da entidade, Gilberto Seleme.

Segundo ele, produtos que integram a chamada investigação 232 — pela qual itens como madeira e móveis são sobretaxados — não foram contemplados. “Seguimos atentos aos desdobramentos desse processo e na expectativa de avanços também nessas áreas”, diz Seleme. Madeira e móveis representam 37,3% das exportações catarinenses para o mercado norte-americano.

Seleme destaca que a relação dos produtos beneficiados tem forte predominância de itens que impactam o custo de vida dos norte-americanos, como café e carne bovina. “É provável que novas reduções exijam concessões por parte do Brasil”, observa.

As exportações catarinenses aos Estados Unidos — principal destino das vendas do estado — recuaram 9,3% neste ano. Um estudo da FIESC estima a perda de 19 mil empregos em um ano e de até 45 mil vagas em três anos, caso as tarifas sejam mantidas. Entre os setores mais atingidos estão madeira, peças automotivas, equipamentos elétricos e móveis. Apenas entre agosto e setembro, a indústria catarinense registrou o fechamento de 1,7 mil postos de trabalho no setor de madeira, 562 em móveis, 446 em máquinas e equipamentos e 313 na metalurgia.

Desde o início da aplicação das tarifas, a FIESC atua em articulação com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) para reverter a situação e apoiar as empresas. Desde agosto, mantém o programa desTarifaço, que oferece:

• apoio na obtenção de crédito e benefícios governamentais;
• consultoria para abertura de novos mercados e adequação de produtos e linhas de produção;
• orientação jurídica para recursos trabalhistas e negociações sindicais;
• qualificação para funcionários inativos;
• acolhimento e requalificação para trabalhadores demitidos.

Fonte: Ascom/FIESC

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