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Tia e sobrinho são denunciados por envenenar funcionários de pronto-socorro

Publicado em 17/12/2025 ás08:45

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Foto: Imagem ilustrativa

Os dois suspeitos de intoxicar funcionários do pronto-socorro de Santa Cecília com um refrigerante adulterado foram denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ao Poder Judiciário. A denúncia já foi recebida e ambos passam a responder a um processo pelo crime de envenenamento de substância alimentícia destinada ao consumo, previsto no artigo 270 do Código Penal, cuja pena pode chegar a 15 anos de reclusão. Os investigados seguem presos preventivamente.

De acordo com as apurações, o crime teria sido motivado por vingança. O homem, de 41 anos, havia sido afastado das atividades no pronto-socorro cerca de duas semanas antes dos fatos, em razão de uma apuração por possível assédio. Já a tia dele, de 54 anos, estaria insatisfeita por não ter sido autorizada pela unidade de saúde a realizar um tratamento considerado irregular.

As investigações apontam que, no dia 21 de outubro, a mulher teria misturado o medicamento clonazepam em um refrigerante e levado uma garrafa de dois litros ao pronto-socorro para ser consumida pelos funcionários durante o lanche da tarde. O sobrinho, por sua vez, teria confirmado previamente que as pessoas com quem mantinha desavenças estariam no local no momento do consumo da bebida.

Ao menos 11 profissionais ingeriram o refrigerante e passaram mal simultaneamente, apresentando sintomas como tontura, vômito, sonolência, inchaço abdominal e dificuldade para falar. Entre as vítimas estão médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos, recepcionistas e auxiliares de serviços gerais. Algumas delas precisaram ser internadas.

A denúncia, oferecida pelo promotor de Justiça da comarca, Murilo Rodrigues da Rosa, aponta motivo torpe e dissimulação como circunstâncias agravantes, diante do contexto em que o crime foi praticado, o que pode resultar em aumento da pena em eventual condenação.

“As investigações revelam uma conduta extremamente grave, que colocou em risco a saúde e a vida de diversos profissionais que estavam no exercício de uma função essencial à comunidade. O Ministério Público de Santa Catarina atua para que a legislação penal seja rigorosamente aplicada”, destacou o promotor.

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