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Previsão do Tempo 13/06/2026 | 10:47
Publicado em 03/02/2026 ás21:10
A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu nesta terça-feira (3) as investigações sobre a morte do cão comunitário Orelha e os maus-tratos ao cão Caramelo, ocorridos no início do mês de janeiro, em Florianópolis.
Para esclarecer os crimes, foi montada uma força-tarefa envolvendo as forças de segurança do Estado. No caso Caramelo, quatro adolescentes foram responsabilizados. Já no caso Orelha, foi solicitada a internação de um adolescente, além do indiciamento de três adultos pelo crime de coação a testemunha. As apurações foram conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA), ambas da Capital.

Reprodução do Infográfico da Polícia Civil
O cão comunitário Orelha foi atacado na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta das 5h30, na Praia Brava, no Norte da Ilha. Conforme laudos da Polícia Científica, ele sofreu um golpe contundente na cabeça, possivelmente causado por um chute ou por um objeto rígido, como um pedaço de madeira ou uma garrafa. No dia seguinte, o animal foi resgatado por populares, mas morreu em uma clínica veterinária em decorrência da gravidade dos ferimentos.
Para identificar o autor do crime, a Polícia Civil analisou mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança, captadas por 14 equipamentos instalados na região. Ao todo, 24 testemunhas foram ouvidas e oito adolescentes investigados. Entre as provas reunidas estão as roupas utilizadas pelo autor, registradas em imagens, além de dados de localização analisados por um software francês utilizado pela Polícia Civil.

As investigações apontaram que, às 5h25, o adolescente saiu de um condomínio na Praia Brava e retornou às 5h58 acompanhado de uma amiga, o que contradisse seu depoimento inicial, no qual afirmou ter permanecido dentro do condomínio, na área da piscina. Imagens, testemunhos e outras provas confirmaram que ele estava fora do local no momento do crime.
No mesmo dia em que a Polícia Civil identificou os suspeitos, o adolescente viajou para fora do Brasil, permanecendo no exterior até o dia 29 de janeiro. No retorno ao país, ele foi interceptado pela Polícia no aeroporto. Na ocasião, um familiar tentou ocultar um boné rosa e um moletom que estavam em posse do adolescente, peças consideradas relevantes para a investigação. O familiar ainda tentou justificar a aquisição do moletom durante a viagem, porém o próprio adolescente admitiu que a peça já era de sua propriedade e havia sido utilizada no dia do crime.

Durante a apuração, a Polícia Civil adotou cuidados para evitar vazamentos de informações, uma vez que o investigado estava fora do país e poderia fugir ou descartar provas, como o celular. A investigação seguiu os preceitos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e foi concluída após o depoimento do autor, prestado nesta semana.
Com base nos elementos reunidos, os procedimentos dos casos Orelha e Caramelo foram finalizados e encaminhados ao Ministério Público e ao Judiciário. Em razão da gravidade do caso Orelha, a Polícia Civil solicitou a internação do adolescente, medida equivalente à prisão no sistema adulto.
Ainda conforme a Polícia Civil, com a conclusão da extração e análise dos dados dos celulares apreendidos, novos elementos poderão reforçar as provas já obtidas, bem como apontar eventuais outras informações relevantes para o caso.
Confira o INFOGRÁFICO completo.
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