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Polícia

Laudo do IGP aponta que incêndio que matou duas crianças em Xanxerê foi provocado

Publicado em 19 de Fevereiro de 2013 às09h13

Quar enta e cinco dias após a morte de duas crianças carbonizadas em Xanxerê, nesta segunda-feira (18), a Polícia Civil confirmou que o incêndio foi provocado. Conforme o delegado Luiz Carlos Dadam, que comanda a investigação, a resposta está no laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP), que retornou de Florianópolis na última sexta (15). - O laudo anexado ao inquérito policial é conclusivo no sentido de que o incêndio não foi obra da natureza e não foi obra de acidente. É conclusivo de que foi obra voluntária de ato de pessoa humana. Isso é importante para nós – afirma o delegado. Dadam diz ainda que o laudo aponta a utilização de uma substância com poder de propagar as chamas pela casa da família. - Nesse caso ele nos informa que é possível que tenha sido usada alguma substância que tenha favorecido a rápida expansão do fogo. Descartada a questão da natureza e dos fatores externos, nós nos direcionamos de uma forma mais afunilada com relação à investigação, ou seja, direcionamos a investigação mais diretamente aos habitantes daquela residência – aponta. Quando indagado sobre a necessidade de tomar novos depoimentos, o delegado confirmou que é possível que algumas pessoas sejam ouvidas mais uma vez. A mãe, Ledair de Paula Moraes, por exemplo, pode ser intimada a depor. Contradições e ameaças Segundo o delegado, consta no inquérito uma gravação de outubro do ano passado, onde Gilmar Moraes diz que havia comprado um revólver para matar a enteada e seu namorado. O áudio circula na internet. Outra informação sobre o pai é de que ele teria ameaçado incendiar a residência da família cerca de três meses antes do caso. Por outro lado, a mãe apresentou contradição nos depoimentos. - Eu não digo que a situação do pai fique prejudicada, mas sim a dos pais, o casal. O vídeo não é uma prova concreta, mas sim uma informação. Já os depoimentos dela, prestados em Concórdia e em Xanxerê, são muito conflitantes e num prazo muito exíguo. Uma mudança muito rápida na versão dela e num curto espaço de tempo – afirma o delegado. Sobre a hipótese levantada pelo casal, de que uma criança de três anos poderia ter provocado acidentalmente o fogo, Dadam diz que a polícia trata isso com cautela. - Essas informações de fato estão nos autos, mas elas são avaliadas por nós com bastante cautela, considerando a idade da criança envolvida e considerando o interesse dos adultos daquela residência - diz. Homicídio doloso ou culposo? Essa é uma grande dúvida da Polícia Civil sobre o caso. Além disso, na autoria do incêndio. O prazo para a conclusão do inquérito, que era de 30 dias, já se esgotou. No entanto, foi solicitado ao juízo da comarca uma prorrogação, em face da complexidade do fato. - Estamos analisando e investigando quem foi o autor do incêndio, quem deu início ao fogo, e se houve um duplo homicídio doloso ou culposo. A questão não é quando se concluir a investigação e sim quando se consegue provas concretas para atribuir a autoria a alguém. Diante disso o que menos importa é o prazo, mas sim esclarecer a verdade real dos fatos – finaliza o delegado. Relembre o fato: www.cacodarosa.com
fonte: tudosobrexanxere

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